Domingo, 14 de Dezembro de 2008

SHADOWSIDE - Entrevista a Dani Nolden

 

 

Os Shadowside são uma banda brasileira formada em 2001. Em 2006 lançaram o seu álbum de estreia intitulado Theatre of Shadows, alcançando especial destaque no seu país natal e Ásia. Este sucesso, juntamente com a crença dos seus elementos na qualidade do seu trabalho, faz com que a banda continue a trabalhar no sentido de divulgar cada vez mais a sua música.

Através de uma conversa com Dani Nolden, vocalista do grupo, ficamos a saber os projectos da banda para 2009, novidades sobre o seu próximo disco e da vontade da vocalista em adquirir a nacionalidade portuguesa.

 

 

Vocês acabaram uma longa digressão pelos EUA. Queres falar-nos um pouco acerca desta viagem ao Norte da América?

Nós não esperávamos nada do que aconteceu, mas eu falo isso da forma mais positiva possível. Não foi a nossa primeira vez pelos EUA, porém foi a melhor. Nós pudemos finalmente perceber como todo o trabalho que temos feito está-se repercutindo extremamente bem. Na nossa primeira passagem pelo país, nós nos apresentamos como uma das bandas de abertura do Indianapolis Metal Fest, que tinha bandas como Alabama Thunderpussy e Obituary como atrações principais e isso aconteceu em Setembro de 2007. Este ano, apresentamo-nos novamente no mesmo festival, porém como uma das bandas principais ao lado de Kittie e Divine Heresy, além de termos tocado no Flight of the Valkyries também como uma das atrações principais ao lado dos Unexpect. Este festival teve a Doro como destaque, na edição anterior e os próprios organizadores do festival disseram que os números oficiais de presentes dobraram este ano. Então tudo isso significa muito para nós e nos faz ter a certeza de que estamos no caminho certo, pois crescemos muito rapidamente em um período de pouco menos de um ano. Sem dúvidas, ainda temos muito para percorrer, mas não poderíamos estar mais satisfeitos com os resultados.

 

 Em Setembro deste ano os Shadowside tocarem próximo do nosso país, em Espanha. Está nos vossos horizontes mais próximos tocar em Portugal?

Sim, com certeza! Todos nós temos um carinho muito especial por Portugal e estou neste momento em processo de requisição da minha dupla nacionalidade. Metade do meu coração é português. Nós tivemos o convite para um festival que aconteceria alguns dias antes das datas espanholas, mas infelizmente os organizadores tiveram alguns problemas com patrocinadores e não puderam continuar com os planos, mas as conversas ainda estão acontecendo e esperamos tocar em Portugal na nossa próxima passagem pela Europa. É um sonho muito antigo que tenho e espero que ele se realize em 2009. Estamos muito ansiosos para encontrar nossos fãs portugueses!

 

O novo álbum de originais da banda já está gravado. Podes adiantar alguma coisa em relação ao seu lançamento, nomeadamente no que diz respeito ao seu título, datas, editora e distribuição fora do Brasil?

O álbum se chama Dare to Dream e no Brasil será lançado pela LCM, com distribuição pela EMI e Skyblue. Para os outros territórios, nós ainda estamos em negociações, por isso ainda não temos uma data definitiva, mas os planos apontam para o primeiro semestre de 2009. Nós continuamos abertos a propostas, mas não estamos preocupados em encontrar uma editora, afinal sempre tivemos como prioridade fazer nossa música e agradar aos nossos fãs. Se chamamos a atenção por conta própria, eventualmente uma editora se interessará e já nos sondaram para possíveis acordos. Como temos uma boa base de fãs – por sinal, muito fiéis, que sempre nos apoiam e somos eternamente gratos a eles, pois sem eles não estaríamos onde estamos - que conquistamos através das apresentações ao vivo e da internet, estamos numa posição confortável de conseguir vender bem o nosso material de forma independente. Claro que uma boa editora acrescentaria muito e nos ajudaria a atingir muito mais pessoas, afinal como eu disse antes, ainda temos um longo caminho a trilhar, mas podemos nos dar ao luxo de ter paciência e não assinar com os primeiros que aparecem à nossa frente. Queremos uma parceria que funcione bem para os dois lados. Foi tendo como foco agradar nosso público e não conseguir um contrato que despertamos o interesse da Universal Music no Brasil. Se os nossos fãs estão felizes, nós também estamos, e foi assim desde o começo. Dare to Dream foi composto com todo nosso coração para eles e sem dúvidas, e as editoras sabem o que isso significa.

 

Como decorreu o processo de gravação?

Da forma mais louca e estranha possível (risos). Tudo aconteceu durante as gravações do disco. Desde equipamentos que não funcionavam e ninguém sabe porque, até o falecimento da mãe do nosso produtor, passando pelo convite inesperado para a nossa primeira passagem pelos Estados Unidos. Estávamos compondo o material e paramos a meio para a apresentação no Indianapolis Metal Fest, e então tivemos exactamente 25 dias para gravar tudo. Com todos os imprevistos, podes imaginar como não foi algo simples, mas acredito que tudo aconteceu para um bem maior. A energia do álbum é quase palpável. Como não tivemos muito tempo para pensar sobre o que estávamos fazendo, tudo ficou extremamente espontâneo, com "cara de ao vivo". Esperamos que todos tenham a impressão de que estamos tocando na sala das suas casas (risos).

 

Em termos de sonoridade o que podemos esperar deste novo registo?

Um disco pesado, cheio de energia, melodias marcantes e 100% Shadowside. Ele é muito mais ousado e maduro que o Theatre of Shadows e poderá ser um choque inicialmente para quem já nos conhecia, mas de uma forma positiva. Estamos fazendo coisas que nos representam e que são naturais para nós, mas de uma maneira muito mais atrevida. Acredito que todos já sabiam, ouvindo o disco anterior, que eu sabia gritar. Agora, eu quis deixar claro que também sei cantar, mas sei gritar ainda mais (risos). As guitarras estão mais melódicas em alguns pontos, mais pesadas em outros, então nós levamos as coisas aos dois extremos, sem perder nossos pontos fortes e nossa identidade. Ao contrário, acredito que essas coisas estão bem mais evidentes agora. Antes, ainda se conseguia ouvir algo que não nos representa completamente, mas amados ou odiados, tem apenas uma coisa que nós podemos ser: Shadowside. Mantivemos isso em mente o tempo todo, durante a pré-produção.

 

Quais são as principais influências dos Shadowside para o seu processo de composição?

É difícil dizer com precisão, afinal todos nós gostamos de coisas tão diferentes. Fabio gosta de Slayer e Tears for Fears, Rapha e eu gostamos de bandas modernas como Disturbed e Rammstein, mas também somos fãs de bandas como Deep Purple. Se  escutares Shadowside, fica óbvio que não soamos como nenhum deles (risos). Acho que tudo é uma influência de alguma forma, mas não pensamos numa certa direcção na hora de compor. Apenas tocamos juntos e naturalmente escrevemos o que tem que ser escrito.

 

Para finalizar, quais são os principais objectivos que os Shadowside pretendem alcançar em 2009?

Esperamos que a digressão seja mais extensa que a anterior e que possamos tocar em lugares que ainda não visitamos, além de voltar aos que já estivemos anteriormente. Sempre fomos muito bem recebidos por onde passamos e nunca esquecemos isso. Os nossos planos estão sempre voltados para o crescimento da banda e queremos apenas continuar trabalhando fazendo o que amamos. Esperamos que todos gostem do Dare to Dream, algumas músicas ficarão disponíveis no MySpace e nosso site oficial como um agradecimento a todos por todo o carinho e apoio. Temos igualmente planos para o lançamento de um DVD de estúdio, uma mistura de show com videoclipe, já que estamos tocando com toda a produção de palco, mas dentro de um estúdio, sem público algum. Esse material virá com algumas músicas do Theatre of Shadows e outras do Dare to Dream e será uma boa "prévia" do que nós somos quando nos apresentamos. É para vocês ficarem curiosos para ver uma apresentação do Shadowside e incomodarem os seus promotores locais até que eles resolvam nos levar para a tua cidade (risos).

 

 

 


publicado por Metalurgia Sonora às 17:45
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