Terça-feira, 20 de Julho de 2010

MISS LAVA - entrevista

 

Os Miss Lava têm vindo a afirmar-se nos últimos meses como uma das mais promissoras bandas portuguesas de Rock/Metal. O Metalurgia Sonora foi  tentar perceber o que que está por trás desta banda e quais os seus planos para o futuro. Para nos ajudar temos o vocalista Johnny Lee e o guitarrista Rafael Ripper com quem trocamos algumas palavras.

 

Quem são os Miss Lava?
Os Miss Lava são uma banda de Heavy Rock com uma forte costela de Stoner Rock, com quase 5 anos. Quarteto oriundo de Lisboa, conta já com um EP homónimo de 2008 em vinil e com um álbum: Blues For the Dangerous Miles, lançado no final de 2009 de onde saíram 2 vídeos (Black Rainbow e Don´t Tell a Soul). Já deram mais de 70 concertos, algumas primeiras partes importantes, como Fu Manchu, Year Long Disaster, sendo um dos seus pontos mais altos a abertura para o concerto de Slash no Coliseu de Lisboa no passado 23 de Junho.

 

Qual a origem do nome da banda?
Na altura procurávamos um nome que representasse a nossa sonoridade e depois de uma noite de copos de vinho quente no bairro e histórias de uma viajem a Las Vegas e ao “Mojave Desert”, chegou-se ao conceito Miss Lava, que simboliza a força e o poder de um vulcão e o lado mais sexy e que só uma mulher pode dar.

 

Vocês tocam um tipo de sonoridade não muito comum em Portugal. Sentem uma responsabilidade acrescida por este facto?

Não de todo. O rock é uma linguagem universal, e cada vez mais, Portugal começa a ter bons projectos de rock. A nossa sonoridade não surge com o intuito de sermos diferentes ou de criarmos um estilo novo em Portugal, tocamos porque é de rock que gostamos e é no rock que nos identificamos. A única responsabilidade acrescida, é tentar ao vivo não defraudar as pessoas, e tentar dar um concerto com toda a garra e profissionalismo que metemos no nosso álbum.

 

Em finais de 2009 lançaram o 1º álbum de originais Blues For The Dangerous Miles. Podes falar-nos um pouco sobre este trabalho?
Blues for the Dangerous Miles é um disco com 11 temas de Heavy Rock n’ Roll Disaster, sexy q.b., uma colisão entre a ingenuidade dos anos 60 com a força e coesão que só uma produção actual pode garantir. A produção do disco ficou a cargo do Samuel Rebelo (baixista), juntamente com o resto da banda e com o nosso bem conhecido Ricardo Espinha (Miss Lava EP, Black Sunrise, Fonzie, etc...). Para as misturas e masterização, escolhemos o conceituado Jens Bogren (Opeth, Katatonia, Paradise Lost, entre outros...) que conseguiu um resultado fantástico no som final do álbum.

 

Que tipo de reacções obtiveram por parte da imprensa e do público a este trabalho?

As reacções foram maioritariamente positivas, arriscamos-nos a dizer, até, muito positivas, tanto por parte do público como por parte da imprensa. Temos recebido um forte apoio e projecção por parte de todo um conjunto de pessoas, que se importa em ver o panorama musical português a crescer, sendo estas da imprensa, ou do público em geral, que através dos media ou através das redes sociais, nos têm dispensado muito do seu tempo, para nos fazer sentir que estamos no bom caminho!

 

Quais as principais influências na composição de Blues For The Dangerous Miles?
Para sermos sinceros, tudo o que ouvimos. E isso vai desde um certo sentimento free e naive dos anos 60, passando pela riffagem rock/doom e alguma atitude punk dos 70’s, o sleaze dos 80’s e a força do stoner californiano do início dos 90. Tudo isto com um pensamento de produção muito anos 2000 – um som potente, claro e muito definido.

 

Este álbum está disponível em todo o mundo digitalmente em vários sítios da internet. Pode-se afirmar que o futuro dos Miss Lava passa pela internacionalização? Se sim, como está a decorrer este processo?
Esperemos que passe por aí, obviamente com a âncora em Portugal. Neste sentido, a ideia é começarmos a construir redes de contactos e construir a partir da base, tocando muito ao vivo, tal e qual como fizemos aqui em Portugal. Já conseguimos uma primeira mini-tour no sul de Inglaterra e estamos a trabalhar para conseguirmos mais datas no exterior.

 

Vocês já realizaram vários concertos em Portugal. Como tem sido a afluência do público, bem como a sua reacção?

Para nós, excelente! O pessoal mostra reacções que vão desde a surpresa ou curiosidade até ao "passanço" geral. Às vezes há mosh pits, outras vezes o pessoal fica parado a curtir o som de uma forma mais introspectiva, há igualmente headbanging à antiga e às vezes há quem canta as músicas de uma ponta à outra... Não podíamos pedir mais ou melhor. A todas estas pessoas, o nosso muito obrigado!!!!

 

Também realizaram alguns concertos em Londres, como referiram anteriormente. Como surgiu essa oportunidade e que balanço fazem desses espectáculos?
Hoje em dia, as redes sociais diluíram todas as fronteiras. Os concertos apareceram via mensagens no MySpace com a banda Alternative Carpark, com quem combinámos uma lógica de swap muito transparente – nós fomos lá e agora eles vêm cá, sendo que cada banda usa o backline da outra. A verdade é que resultou, e muito bem! Desde concertos para bikers ex- presidiários até concertos para um público cuja média de idades era de 17 anos, a aceitação foi muito, muito boa – vendemos muito merch, muitos cd's e os concertos eram loucos! Queremos voltar lá o quanto antes, se possível antes do fim do ano!

 

Quais os planos para o futuro?
Tocar tocar tocar! Cá dentro e lá fora. Estamos a fechar uma parceria promocional com um canal de televisão que irá dar mais exposição às datas que temos:

  • 3 de Julho na ZDB em Lisboa
  • 15 de Julho no Rock n’Shots em Cascais (com Alternative Carpark e Acid Season)
  • 16 de Julho no Bafo de Baco em Loulé (com Alternative Carpark)
  • 17 de Julho na Concentração de Motards de Faro (com Roger Hodgson e Blasted Mechanism)
  • 22 de Julho no Music Box em Lisboa com Valient Thorr
  • 06 de Agosto no Vagos Open Air com Meshuggah e My Dying Bride.

Depois, vamos compor, compor e compor. E gravar, gravar e gravar! Já estamos a pré- produzir 7 músicas novas que soam mesmo muito bem!!!


publicado por Metalurgia Sonora às 17:22
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