Sexta-feira, 25 de Março de 2011

URBAN TALES - entrevista com Marcos César

 

 

Após a bem sucedida estreia em 2007 com Diary Of A No, os portugueses Urban Tales regressam neste primeiro trimestre de 2011 com um novo trabalho de estúdio intitulado Loneliness Still Is The Friend. Para tentar compreender o que está por trás deste novo álbum estivemos à conversa com Marcos César, vocalista da banda.

 

Depois da bem sucedida estreia em 2007 com Diary Of A No, surgem no início deste ano com um novo disco. Quais os motivos para tão longa demora?
Vários...Primeiro a nossa editora encerrou, depois somos avisados que iria reabrir, mas como subsidiária de outra editora, passado uns meses já não volta. Logo aí ficámos sem qualquer tipo de orçamento para o álbum... Levámos mais uns meses a perceber o que fazer, decidindo finalmente fazer o álbum por nós mesmos e ver ser era proveitoso ao nível das receitas... O querer fazer, e o saber fazer, também levou algum tempo. Simultâneamente a autorização de um poema levou 3 meses. Enfim, foi uma panóplia de coisas, mas para te dizer a verdade foi bom assim, porque fomos gravando e “mixando” nas calmas, sem pressões e introduzindo nas músicas tudo o que queríamos...Mas levou o seu tempo.

 

Loneliness Still Is The Friend foi o nome escolhido para este trabalho. Podes falar um pouco acerca do título deste novo álbum?

Sempre fui uma pessoa um pouco solitária, umas vezes porque queria, outras por falta de opção... Esse título fala sobre esses momentos em que nos encontramos sozinhos, em que não podemos contar com ninguém, pois não há ninguém naquele momento. As histórias das músicas também reflectem isso.

 

Como correu o processo de composição e gravação deste disco?
Através de 3 processos, se é que se pode dizer assim: o primeiro foi na sala de ensaios como banda, com todos a contribuírem com ideias. Depois tivemos outra fase que consistiu em levar para os ensaios ideias de casa, e por último, desenrolou-se a gravação das músicas no pro tools, a recriar outras partes e ainda introduzir novas ideias. Tudo isso deu neste novo álbum. A gravação foi feita num estúdio em Almada e nos Estúdios da Escola de Áudio da Academia em Lisboa. Ainda gravámos algumas partes em casa, mas coisas mínimas.

 

Quais são as vossas principais influências ao nível musical e lírico?

A nível musical somos muito diferentes uns dos outros. Eu pessoalmente estou muito afastado do Metal e mais virado para sonoridades mais introspectivas como Damien Rice, Glen Hansard e Petter Carlsen, mas ainda oiço Anathema (especialmente o Hindsight e o Fine Day To Exit), Paradise Lost e RED. Liricamente a coisa manteve-se, ou seja, escrevo sobre situações pessoais e do dia a dia, ou de histórias de pessoas amigas, aspectos do quotidiano, etc.

 

Até ao momento gravaram dois vídeos para os temas Stand Alone e Silent Cries. Podes falar-nos um pouco sobre o conceito que está por trás das suas gravações e como decorreram as filmagens?

O Stand Alone foi dirigido pelo André Cascais através de uma ideia minha para que durante o vídeo houvesse um sentimento de solidão. Foi filmado em vários locais de Lisboa, se não me engano em 3 dias/noites.

Já o Silent Cries fala da dor de uma mulher, e como chegamos à conclusão que não havia orçamento para fazer o que queríamos, focámo-nos numa ideia subjectiva, em que a actriz demonstra muita dor e tristeza, enquanto a banda aparece algures no Alentejo, no meio do nada, a "Rockar". Foi um vídeo giro de se fazer com muito bom astral.

 

Agora que o disco já está nas lojas e passado algum tempo após a sua gravação, estás satisfeito com o resultado final ou farias alguma coisa de forma diferente?

Faria tudo diferente, mas acho que essa é a beleza da coisa. Já está entregue, não é nosso. Temos de nos abstrair. Mas em termos de contentamento estou super satisfeito a nível musical, especialmente se pensar que estão aqui das melhores músicas que os Urban Tales criaram, como é o caso da Silent Cries e Stand Alone, entre outras. Para mim, Silent Cries é a minha música preferida dos Urban Tales.

 

O que te atrai tanto neste tema?

A musicalidade. Em cada parte da música há algo cativante, a dinâmica do sample do Charles Mason, a história da música, o refrão que acho simplesmente brutal, o seu final... Enfim, é o todo, que resulta muito bem, na minha opinião.

 

Como está a ser a reacção do público e da imprensa a este trabalho?

Maravilhosa! Os media têm elogiado o álbum de uma forma maravilhosa, estamos a ter reviews acima do primeiro álbum, estamos a passar em inúmeras rádios (algumas muito importantes), na TV (Sic Radical e MTV) e em revistas importantes. Quanto aos fãs, a coisa tem corrido muito bem, os pre orders foram brutais e as respostas de quem comprou o álbum até agora não trouxeram um único aspecto negativo a dizer...Só podemos estar satisfeitos e orgulhosos.

 

Está prevista a edição de Loneliness Still Is a Friend a nível internacional?

Espero que sim. Estamos de momento a falar com editoras interessadas em distribuir o álbum lá fora. Contudo, tem de ser proveitoso para a banda, se tal suceder iremos ter muito em breve o nosso álbum lá fora.

 

Por falar em editoras, como chegaram a acordo com a Compact? Podes falar-nos um pouco sobre o contrato que existe entre ambas as partes?
Nós tinhamos trabalhado com eles na altura do Diary. A coisa correu bastante bem e achámos melhor cá em Portugal trabalharmos com eles outra vez. Perguntámos acerca do possível interesse deles no álbum, o que prontamente responderam positivamente, e assim chegou-se a um acordo de distribuição.

 

Quais são os objectivos dos Urban Tales para este ano e para os que se seguem?

Sinceramente não tenho grandes planos...Nem para este ano, nem para os próximos. O importante é continuar a fazer música e que a mesma seja tão bem aceite como o que até agora foi feito. Depois o que aparecer e for do agrado da banda aceitamos. Vamos esperar para ver...

 

Qual a tua opinião sobre o panorama musical em Portugal e a sua evolução nos próximos anos?
Na minha opinião o panorama musical em Portugal não podia ser melhor. Cada vez mais aparecem bandas com enorme valor e outras que estão marcando no terreno o seu potencial. Bandas como os More Than A Thousand, os Heavenwood, os Painted Black, os antigos Witchbreed (não sei o que é feito deles agora), enfim, se fossemos de outro país certamente que estas bandas viveriam da música e a tocar pelo mundo fora. A evolução só pode ser a melhor, contudo, temos de ter os pés bem assentes no chão e perceber que a conjuntura não está, nem será fácil para as bandas de Portugal nos próximos tempos. Há que lutar e rezar para que a “sorte bata à porta”.

 


publicado por Metalurgia Sonora às 12:00
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