Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

Reportagem: Europe em Madrid (17/01/2007)

Com o objectivo de expandir a sua área de intervenção e de proporcionar aos seus leitores novas experiências, colocamos à disposição dos leitores do Metalurgia Sonora “um olhar português sobre o concerto de Madrid” dos suecos Europe. Este artigo de opinião deve-se à colaboração de Paula Costa que acedeu em partilhar com todos nós a sua experiência madrilena. Desde já o Metalurgia Sonora apresenta publicamente o seu agradecimento por esta colaboração.
Aproveitamos também para deixar o repto aos restantes leitores para nos enviarem as suas opiniões e artigos sobre situações idênticas ou mesmo distintas, desde que o considerem pertinente, para a nossa caixa de correio electrónico. Prometemos analisar com atenção cada artigo que nos enviem.
Após estas notas introdutórias vamos passar ao artigo que nos foi enviado por esta fã da banda de Joey Tempest e John Norum. Para situar os nossos leitores, relembramos que este concerto fez parte da “Secret Society Tour”, digressão que serve de promoção ao excelente álbum “Secret Society” lançado em 2006 e que sucedeu ao “Start From The Dark” de 2004.
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Eram 15h30m quando cheguei junto da La Riviera, sala onde se ia realizar o concerto dos Europe. Por essa altura já estavam na fila de espera cerca de 20/30 pessoas ainda mais ansiosas do que eu. Pelo que me apercebi o primeiro da fila estava lá desde as 13 horas.
Há cerca de dezassete anos que esperava por este momento. A primeira oportunidade tinha surgido em 22 de Fevereiro de 1989 quando ganhei um concurso de um jornal português, onde o prémio era a viagem a Madrid e bilhete para o concerto, mas na época não pude usufruir do prémio pois tinha apenas 17 anos. Mas agora ali estava, juntamente com alguns espanhóis a conversar e trocar experiências.
O resto da tarde foi passando, destacando-se apenas a passagem de John Norum numa viatura que chegou ao local, ao que tudo indica propositadamente para o guitarrista. Apesar da longa espera (cerca de 6 horas), o corpo resistiu sem sair da fila, tal como todos os outros fãs que aí se encontravam.
As portas abriram-se às 20 horas, e numa correria dirijo-me em direcção às grades em frente ao microfone branco que se encontrava no centro do palco.
 O relógio que estava em cima do palco marcava 21h34m quando as luzes se apagaram. Ouve-se os primeiros sons de “Love Is Not The Enemy”, e após os primeiros momentos de grande emoção começo a vislumbrar melhor o que se estava a passar em palco e em meu redor.
Já íamos no segundo tema da noite ("Always The Pretenders") e já me sentia totalmente envolvida pelo espectáculo que a banda estava a proporcionar a toda aquela audiência. Para mim torna-se complicado transmitir toda a emoção que eu sentia naquele momento. Seguiu-se “Supersticious” e logo depois “Seven Doors Hotel”, onde Joey Tempest consegue ainda uma maior participação do público, com toda a sala a cantar este tema.“Let The Children Play”, "Getaway Plan” e “Sign Of The Times", foram as que se seguiram por esta ordem.

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Em seguida ficam em palco apenas Mic Michaeli e Joey Tempest. Ao primeiro acorde todos se apercebem que o próximo tema era “Carrie”, desta vez apenas com teclas e guitarra. Com uma interpretação fantástica da música, os músicos presentes em palco conseguem a participação massiva do público, com o vocalista a demonstrar satisfação pela performance dos fãs aí presentes.
Finalizada a interpretação deste clássico da década de 80, Joey Tempest anuncia que a banda vai tocar pela primeira vez ao vivo o tema “Brave And Beautiful Soul”, para no seguimento interpretarem “Wings Of Tomorrow” e “Girl From Lebanon”.
Destaques para Joey Tempest e John Leven (baixista) que durante todo o tempo interagem intensamente com o público. John Norum concentra-se muito mais na sua guitarra, já Ian Haugland (baterista) e Mic Michaeli (teclas), por terem menos mobilidade em palco, não têm essa oportunidade, mas sempre que tinham possibilidade dirigiam-se ao público.

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“Start From The Dark”, “Yesterday News” e “Rock The Night” foram os temas que deram continuidade ao concerto. Nesta última música regista-se mais um momento em que a sala «quase vem abaixo», com o público a vibrar intensamente.
O encore começou com “Got To Have Faith”, seguindo-se um pequeno «duelo» entre a voz de Joey Tempest e a guitarra de John Norum. Para o fim ficaram dois clássicos do seu álbum mais mediático: “Cherokee” e “The Final Countdown”, com este último tema ainda a conseguir fazer vibrar todos aqueles que se encontravam presentes nessa sala. O concerto acabou, já o relógio caminhava para as 00h00m.

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Pessoalmente posso afirmar que pude realizar algo que desejava há muito tempo, participando num acontecimento que certamente irei sempre recordar pelo gosto que nutro pela banda escandinava e pela qualidade do concerto que os cinco elementos que a compõem proporcionaram.
Paula Costa

publicado por Metalurgia Sonora às 20:34
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3 comentários:
De João Santos a 30 de Julho de 2007 às 19:10
Não assisti infelizmente ainda a nenhum concerto dos Europe. Mas agrada-me saber que ainda estão em grande forma, aliás, como parece terem sempre estado.


De galko a 8 de Outubro de 2007 às 22:10
Hi everybody. Greetings from Madrid, Spain. I was at this concert too and it was really great, jeje. Good rock n roll night, great songs, great musicians. You can see my report from http://mercadeopop.blogspot.com

Greetings to Paula.
Bye!


De Paula a 28 de Outubro de 2007 às 17:04
Thank You.


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